Embora falar da arte
Da arte de sobreviver
Daquela que se descobre
Quando nao ha que comer
Ha os que roubam ao banco
Os que nao pagam por prazer
Os que pedem emprestado
E os que fazem render
Ja nao chega o que nos
Tiram à hora de pagar
É dificil comer solas
Estufadas ao jantar
De histórias mal contadas
Anda meio mundo a viver
Enquanto o outro meio
Fica à espera de receber
É assim esta dialise
Entre o deve e o haver
Sei que para o patrao custa
Enfrentar este dever
O dinheiro para mim nao conta
Eu trabalho por prazer
Mas o dia que eu mais gosto
É o dia de S. Receber